Abertura\
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Gilmar, secretário de formação da CNTE, inicia o Seminário falando dos motivos pelos quais o congresso tenha sido feito na cidade de São Paulo: devido à questão dos custos e pelo fato de a maioria dos participantes ser da cidade de São Paulo.
\Roberto Leão (presidente da CNTE), Juçara Vieira (vice-presidente da IEAL), Marta Domingues (CUT), Fátima Aparecida Silva (CNTE), Gumercindo Milhomem e Mônica Santos (Estudo, Estratégia e Informação) são convidados a fazer uma breve saudação.
\Roberto Leão comenta a participação de representantes de todas as partes do Brasil. Sobre o tema “Computação e comunicação à distância” – que ele assume não conhecer muito – se diz consciente da sua importância e das possibilidades que esse tipo de comunicação pode oferecer aos trabalhadores e sindicatos.
\Juçara fala da alegria de ver um projeto que tem dado certo e respondido às demandas do movimento. Ela diz que a formação é fundamental e parabeniza o investimento dos sindicatos.\Marta explica que está representando o Secretário Nacional de Formação Nacional da CUT. Sendo educadora, ela fala do prazer em participar do Seminário.
\Fátima ressalta a importância da participação das entidades afiliadas nos eventos nacionais, especialmente, quando de volta a seus Estados, trabalham na efetivação das políticas por eles definidas. Ela fala sobre a necessidade de colocar a formação como prioridade quando os assuntos são finanças e agendas das entidades participantes. Ela comenta ainda sobre a parceria com a Lärarförbundet (Suécia) e como essa organização ficou impressionada com o trabalho que vem sendo feito pela CNTE.
\Gumercindo fala da sua militância a favor do desenvolvimento de tecnologias para educação e de como tornar mais fácil o uso dessas tecnologias.
\Mônica comenta a respeito do uso das tecnologias na educação, e reforça que elas podem e devem ser usadas.\
Gilmar fala da apresentação do projeto anterior à Lärarförbundet e comenta sobre a importância de ressaltar as dificuldades encontradas no processo. Ele comenta também sobre a fragilidade na formação dos dirigentes sindicais e dos resultados positivos alcançados após a participação dos mesmos nos cursos de formação: os formandos tornando-se as pessoas que mais participam nas assembléias. Gilmar menciona ainda o conflito existente entre os novos e antigos dirigentes sindicais e o problema do grande número de evasão nos cursos.
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Gilmar, secretário de formação da CNTE, inicia o Seminário falando dos motivos pelos quais o congresso tenha sido feito na cidade de São Paulo: devido à questão dos custos e pelo fato de a maioria dos participantes ser da cidade de São Paulo.
\Roberto Leão (presidente da CNTE), Juçara Vieira (vice-presidente da IEAL), Marta Domingues (CUT), Fátima Aparecida Silva (CNTE), Gumercindo Milhomem e Mônica Santos (Estudo, Estratégia e Informação) são convidados a fazer uma breve saudação.
\Roberto Leão comenta a participação de representantes de todas as partes do Brasil. Sobre o tema “Computação e comunicação à distância” – que ele assume não conhecer muito – se diz consciente da sua importância e das possibilidades que esse tipo de comunicação pode oferecer aos trabalhadores e sindicatos.
\Juçara fala da alegria de ver um projeto que tem dado certo e respondido às demandas do movimento. Ela diz que a formação é fundamental e parabeniza o investimento dos sindicatos.\Marta explica que está representando o Secretário Nacional de Formação Nacional da CUT. Sendo educadora, ela fala do prazer em participar do Seminário.
\Fátima ressalta a importância da participação das entidades afiliadas nos eventos nacionais, especialmente, quando de volta a seus Estados, trabalham na efetivação das políticas por eles definidas. Ela fala sobre a necessidade de colocar a formação como prioridade quando os assuntos são finanças e agendas das entidades participantes. Ela comenta ainda sobre a parceria com a Lärarförbundet (Suécia) e como essa organização ficou impressionada com o trabalho que vem sendo feito pela CNTE.
\Gumercindo fala da sua militância a favor do desenvolvimento de tecnologias para educação e de como tornar mais fácil o uso dessas tecnologias.
\Mônica comenta a respeito do uso das tecnologias na educação, e reforça que elas podem e devem ser usadas.\
Gilmar fala da apresentação do projeto anterior à Lärarförbundet e comenta sobre a importância de ressaltar as dificuldades encontradas no processo. Ele comenta também sobre a fragilidade na formação dos dirigentes sindicais e dos resultados positivos alcançados após a participação dos mesmos nos cursos de formação: os formandos tornando-se as pessoas que mais participam nas assembléias. Gilmar menciona ainda o conflito existente entre os novos e antigos dirigentes sindicais e o problema do grande número de evasão nos cursos.
Roberto Franklin de Leão\
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Roberto Leão fala do convite que recebeu por parte do Gilmar para que ele participasse do Seminário. Naquela ocasião, os dois conversavam sobre a possibilidade de José Serra chegar à presidência do país, o que segundo eles não seria bom, levando em consideração as críticas que existem ao governo Serra no campo da educação – por parte da CNTE.
\Leão comenta a importância de estabelecer um processo interno de comunicação usando a Internet. Ele usa como exemplo a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos, que segundo ele, teria se utilizado da Internet e da curiosidade dos jovens nesse campo a seu favor.
\Leão, ao falar da imprensa brasileira, a chama de “sem vergonha” e fala ainda das dificuldades de acesso, por parte dos movimentos social e popular aos instrumentos de comunicação. Defende o que seria a “democratização” da Internet para dar aos movimentos social e popular acesso a esse meio tão poderoso de comunicação.
\Para ele informação e comunicação seriam duas faces da mesma moeda: o poder. Poder que se manifesta influenciando opiniões e contando as histórias de um ponto de vista que – na grande maioria das vezes – não é o ponto de vista da classe trabalhadora ou dos sindicatos. Sendo assim, Leão reforça a importância do uso da Internet para facilitar o contato e a troca de experiências entre os mais diversos pontos do país, sabendo que a realidade presente nas regiões sul e sudeste é bem diferente daquela presente em estados como Amazonas, Roraima e Mato Grosso, por exemplo. Assim, o uso da Internet seria capaz não de superar, mas talvez de minimizar as dificuldades de comunicação. Segundo ele, é necessário que o movimento sindical desperte para a importância do uso da Internet e a sua utilização como arma para obter êxitos em suas mais diversas propostas\
Falando sobre formação de professores, Leão diz não abrir mão que a formação inicial de professores seja de forma presencial, porém para a formação continuada o professor vê como válido o uso da Internet, associado às atividades presenciais sempre que possível e oportuno.
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Roberto Leão fala do convite que recebeu por parte do Gilmar para que ele participasse do Seminário. Naquela ocasião, os dois conversavam sobre a possibilidade de José Serra chegar à presidência do país, o que segundo eles não seria bom, levando em consideração as críticas que existem ao governo Serra no campo da educação – por parte da CNTE.
\Leão comenta a importância de estabelecer um processo interno de comunicação usando a Internet. Ele usa como exemplo a eleição de Barack Obama nos Estados Unidos, que segundo ele, teria se utilizado da Internet e da curiosidade dos jovens nesse campo a seu favor.
\Leão, ao falar da imprensa brasileira, a chama de “sem vergonha” e fala ainda das dificuldades de acesso, por parte dos movimentos social e popular aos instrumentos de comunicação. Defende o que seria a “democratização” da Internet para dar aos movimentos social e popular acesso a esse meio tão poderoso de comunicação.
\Para ele informação e comunicação seriam duas faces da mesma moeda: o poder. Poder que se manifesta influenciando opiniões e contando as histórias de um ponto de vista que – na grande maioria das vezes – não é o ponto de vista da classe trabalhadora ou dos sindicatos. Sendo assim, Leão reforça a importância do uso da Internet para facilitar o contato e a troca de experiências entre os mais diversos pontos do país, sabendo que a realidade presente nas regiões sul e sudeste é bem diferente daquela presente em estados como Amazonas, Roraima e Mato Grosso, por exemplo. Assim, o uso da Internet seria capaz não de superar, mas talvez de minimizar as dificuldades de comunicação. Segundo ele, é necessário que o movimento sindical desperte para a importância do uso da Internet e a sua utilização como arma para obter êxitos em suas mais diversas propostas\
Falando sobre formação de professores, Leão diz não abrir mão que a formação inicial de professores seja de forma presencial, porém para a formação continuada o professor vê como válido o uso da Internet, associado às atividades presenciais sempre que possível e oportuno.
Juçara Dutra Vieira, Marta Regina Domingues e Júlio César Martins Viana\
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Juçara:
\O processo de formação sindical é um processo de acúmulo e acúmulo coletivo, e isto está relacionado às características de seus participantes: pessoas que começaram agora sua participação no movimento, pessoas que já estão há algum tempo no movimento e pessoas que já estão encerrando sua participação. Ela cita como exemplo o filme “O curioso caso de Benjamim Button”, falando da possibilidade de encontros entre percussos diferentes (no filme Benjamim nasceu velho e morreu jovem e no meio da sua trajetória, encontra o amor de sua vida). E tudo isso deve ser pensado e conciliado.
\O tipo de relação propiciado pela Internet é a relação horizontal; as pessoas que participam não são apenas receptoras de informação, elas também podem agir como sujeitos e todos participantes têm o mesmo grau de protagonismo.
\Marta:
\Estamos vivendo um período de transição, uma nova cultura que tende a distanciar as pessoas que não se enquadram no que seria esse novo modelo. Como o sindicalista vai entender essa mudança e se adaptar pra disputar corações e mentes nessa nova geração? Essa é a questão a ser trabalhada.
\Fala-se muito dessa nova geração, porém fala-se sobre o que não fazer, o que não é permitido fazer. Pouco se encontra na literatura sobre como fazer, como lidar com essa nova cultura e quando há algo publicado, é sempre numa linguagem tão diferente, que chega a ser um desestímulo à leitura.
\Júlio:\
Júlio fala que o computador ainda é um ilustre desconhecido, sendo usado apenas como uma máquina de escrever, porque as possibilidades que ele oferece ainda são desconhecidas da maioria. Então, a primeira atitude seria conhecer o potencial da ferramenta pra então apropriar-se dela.
\Com relação ao uso da ferramenta Internet no ensino a distância, Júlio apresenta sua própria experiência: toda sua formação profissional foi feita a distância. Para ele a qualidade do ensino a distância depende dos coordenadores e dos alunos do curso. Os alunos precisam ter disciplina, dedicação, motivação e precisam estudar como qualquer aluno de curso presencial. Ele ressalta que mesmo com a existência do grande preconceito em relação aos cursos a distância, eles não representam de maneira alguma uma formação “de segunda”.
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Juçara:
\O processo de formação sindical é um processo de acúmulo e acúmulo coletivo, e isto está relacionado às características de seus participantes: pessoas que começaram agora sua participação no movimento, pessoas que já estão há algum tempo no movimento e pessoas que já estão encerrando sua participação. Ela cita como exemplo o filme “O curioso caso de Benjamim Button”, falando da possibilidade de encontros entre percussos diferentes (no filme Benjamim nasceu velho e morreu jovem e no meio da sua trajetória, encontra o amor de sua vida). E tudo isso deve ser pensado e conciliado.
\O tipo de relação propiciado pela Internet é a relação horizontal; as pessoas que participam não são apenas receptoras de informação, elas também podem agir como sujeitos e todos participantes têm o mesmo grau de protagonismo.
\Marta:
\Estamos vivendo um período de transição, uma nova cultura que tende a distanciar as pessoas que não se enquadram no que seria esse novo modelo. Como o sindicalista vai entender essa mudança e se adaptar pra disputar corações e mentes nessa nova geração? Essa é a questão a ser trabalhada.
\Fala-se muito dessa nova geração, porém fala-se sobre o que não fazer, o que não é permitido fazer. Pouco se encontra na literatura sobre como fazer, como lidar com essa nova cultura e quando há algo publicado, é sempre numa linguagem tão diferente, que chega a ser um desestímulo à leitura.
\Júlio:\
Júlio fala que o computador ainda é um ilustre desconhecido, sendo usado apenas como uma máquina de escrever, porque as possibilidades que ele oferece ainda são desconhecidas da maioria. Então, a primeira atitude seria conhecer o potencial da ferramenta pra então apropriar-se dela.
\Com relação ao uso da ferramenta Internet no ensino a distância, Júlio apresenta sua própria experiência: toda sua formação profissional foi feita a distância. Para ele a qualidade do ensino a distância depende dos coordenadores e dos alunos do curso. Os alunos precisam ter disciplina, dedicação, motivação e precisam estudar como qualquer aluno de curso presencial. Ele ressalta que mesmo com a existência do grande preconceito em relação aos cursos a distância, eles não representam de maneira alguma uma formação “de segunda”.
Juçara Dutra Vieira, Marta Regina Domingues e Júlio César Martins Viana\
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Júlio: \Não é prioridade pensar numa disputa: ensino presencial versus ensino a distância. Existe o melhor ensino no presencial, assim como o pior e o mesmo vale para o ensino a distância. A discussão é para identificar qual deles é mais adequado e nos dá a possibilidade de alcançar mais pessoas com menos recursos.
\Uma etapa importante nos cursos a distância é a preparação do aluno. O aluno deve ser preparado para receber essa metodologia. E muitas vezes, quando o resultado final do curso não é satisfatório, esse resultado negativo pode ser consequência da não preparação ou preparação superficial dos alunos.
\Marta: \Comparando as vantagens e desvantagens do Windows e do Linux (Software Livre), muitos se queixam dos altos custos de licença do Windows e da falta de conhecimento na utilização do Linux. Marta menciona porém que há, por exemplo, um facilitador para se trabalhar com o Linux: existe um mecanismo dentro do próprio programa que permite que a pessoa trabalhe no Windows.
\Segundo Marta, é preciso atentar para outro ponto que é a formação de formadores de maneira geral: os programas do governo podem através da educação passar além de conteúdos formais, valores e ideologias e se não ocorre nenhum envolvimento dos sindicatos na definição de prioridades para esses cursos, a ideologia e os valores passados são apenas aqueles de interesse do governo.
\Juçara: \A crítica à educação a distância na verdade não é uma crítica à essa modalidade em si. É na verdade uma crítica à forma diferenciada com que o governo trata esses cursos na intenção de baratear os seus custos.
\A tecnologia chegou em outras áreas, na área da saúde, por exemplo. Juçara usa o exemplo de uma consulta ao médico, que antes de olhar o rosto do paciente vai pedir pra ver o exame feito. E por que a tecnologia não foi incorporada à área da educação da mesma forma que aconteceu na área da saúde?\
Leão: A importância de pensarmos na questão da democratização da Internet. Por que nos aeroportos, por exemplo, há acesso livre à Internet e o mesmo não acontece nas estações rodoviárias? Porque quem frequenta a estação rodoviária é a parcela menos favorecida da população e há um pressuposto que para essa classe não é necessário o acesso livre à Internet.
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Júlio: \Não é prioridade pensar numa disputa: ensino presencial versus ensino a distância. Existe o melhor ensino no presencial, assim como o pior e o mesmo vale para o ensino a distância. A discussão é para identificar qual deles é mais adequado e nos dá a possibilidade de alcançar mais pessoas com menos recursos.
\Uma etapa importante nos cursos a distância é a preparação do aluno. O aluno deve ser preparado para receber essa metodologia. E muitas vezes, quando o resultado final do curso não é satisfatório, esse resultado negativo pode ser consequência da não preparação ou preparação superficial dos alunos.
\Marta: \Comparando as vantagens e desvantagens do Windows e do Linux (Software Livre), muitos se queixam dos altos custos de licença do Windows e da falta de conhecimento na utilização do Linux. Marta menciona porém que há, por exemplo, um facilitador para se trabalhar com o Linux: existe um mecanismo dentro do próprio programa que permite que a pessoa trabalhe no Windows.
\Segundo Marta, é preciso atentar para outro ponto que é a formação de formadores de maneira geral: os programas do governo podem através da educação passar além de conteúdos formais, valores e ideologias e se não ocorre nenhum envolvimento dos sindicatos na definição de prioridades para esses cursos, a ideologia e os valores passados são apenas aqueles de interesse do governo.
\Juçara: \A crítica à educação a distância na verdade não é uma crítica à essa modalidade em si. É na verdade uma crítica à forma diferenciada com que o governo trata esses cursos na intenção de baratear os seus custos.
\A tecnologia chegou em outras áreas, na área da saúde, por exemplo. Juçara usa o exemplo de uma consulta ao médico, que antes de olhar o rosto do paciente vai pedir pra ver o exame feito. E por que a tecnologia não foi incorporada à área da educação da mesma forma que aconteceu na área da saúde?\
Leão: A importância de pensarmos na questão da democratização da Internet. Por que nos aeroportos, por exemplo, há acesso livre à Internet e o mesmo não acontece nas estações rodoviárias? Porque quem frequenta a estação rodoviária é a parcela menos favorecida da população e há um pressuposto que para essa classe não é necessário o acesso livre à Internet.
Gumercindo Milhomem Neto\
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\A situação na qual a Internet nos colocou hoje permite que nos chamem de migrantes. As crianças e os jovens são nativos, eles estão em contato com essa nova tecnologia e não questionam o porquê de usá-la ou não, eles simplesmente a usam. Enquanto aqueles que são os pais e os professores desses nativos passam o tempo discutindo se realmente é necessário usá-la. Ao mesmo tempo que isso acontece, muitos pais e professores se distanciam da realidade e do diálogo com seus filhos e alunos.
\Na fala de uma atriz (americana) e de um diretor (brasileiro) de cinema, quando perguntados sobre a importância da crítica cinematográfica na era da Internet, ambos disseram que a crítica não tem o mesmo peso: a versão do crítico vai ser apenas mais uma entre as muitas publicadas em sites, blogs, fóruns, etc. Aqueles que eram os detentores da informação estão se tornando desimportantes.
\Diferente do que pode acontecer com outras áreas, a educação é uma área que está em crescimento. Quando se verifica automatização dos serviços verifica-se também a diminuição da massa salarial (pensar os bancários e a implantação de caixas automáticos, serviços bankline, etc.). Se pensarmos na área da educação essa relação é diferente: não seriam os professores a classe trabalhadora do futuro? Hoje se fala muito sobre educação continuada e não há mais uma idade escolar limite: as pessoas estão estudando mais e com isso se faz necessário um maior número de professores para acompanhar o crescimento do número de alunos.
\Outro ponto citado é a questão da prestação de serviços. O sindicato deve ou não prestar serviços? O sindicato pode dizer que esse não é o seu foco, mas atraindo o professor e oferecendo a ele as informações que ele quer e precisa (as suas publicações no Diário Oficial, por exemplo) pode ser uma maneira de num momento seguinte dar as informações que são de interesse do sindicato, uma relação que atenderia às duas partes.
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\A situação na qual a Internet nos colocou hoje permite que nos chamem de migrantes. As crianças e os jovens são nativos, eles estão em contato com essa nova tecnologia e não questionam o porquê de usá-la ou não, eles simplesmente a usam. Enquanto aqueles que são os pais e os professores desses nativos passam o tempo discutindo se realmente é necessário usá-la. Ao mesmo tempo que isso acontece, muitos pais e professores se distanciam da realidade e do diálogo com seus filhos e alunos.
\Na fala de uma atriz (americana) e de um diretor (brasileiro) de cinema, quando perguntados sobre a importância da crítica cinematográfica na era da Internet, ambos disseram que a crítica não tem o mesmo peso: a versão do crítico vai ser apenas mais uma entre as muitas publicadas em sites, blogs, fóruns, etc. Aqueles que eram os detentores da informação estão se tornando desimportantes.
\Diferente do que pode acontecer com outras áreas, a educação é uma área que está em crescimento. Quando se verifica automatização dos serviços verifica-se também a diminuição da massa salarial (pensar os bancários e a implantação de caixas automáticos, serviços bankline, etc.). Se pensarmos na área da educação essa relação é diferente: não seriam os professores a classe trabalhadora do futuro? Hoje se fala muito sobre educação continuada e não há mais uma idade escolar limite: as pessoas estão estudando mais e com isso se faz necessário um maior número de professores para acompanhar o crescimento do número de alunos.
\Outro ponto citado é a questão da prestação de serviços. O sindicato deve ou não prestar serviços? O sindicato pode dizer que esse não é o seu foco, mas atraindo o professor e oferecendo a ele as informações que ele quer e precisa (as suas publicações no Diário Oficial, por exemplo) pode ser uma maneira de num momento seguinte dar as informações que são de interesse do sindicato, uma relação que atenderia às duas partes.
Basílio Miranda\
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\A informatização de uma entidade sindical não é muito simples já que ela não tem a estrutura verticalizada como a de uma empresa, o que cria dificuldades de operacionalização.
\O processo de informatização da APEOESP iniciou-se em 1987, com uma finalidade muito específica: montar um cadastro de associados (professores) pra tornar possível o acompanhamento das mensalidades pagas à entidade.
\Falar do computador na verdade é falar de uma abstração. Nós não usamos o computador, nós usamos as aplicações e como nós fazemos isso? Usamos as aplicações para automatizar processos repetitivos e com isso conquistar mais tempo para realizar a a atividade fim da entidade, objetivo que nem sempre é atingido. Ao usar um editor de texto, por exemplo, aquela digitação é sem dúvida mais eficaz que a de uma máquina de escrever, mas essa digitação não é o suficiente para se dizer: estou informatizado.
\A informatização começa de maneira muito simples, você busca a solução para um problema e aos poucos vão surgindo outras ideias, outras necessidades e as descobertas vão aparecendo. E a utilização adequada das aplicações se dá quando os cadastros são capazes de se comunicar entre si e oferecer resultados no cruzamento de informação, dessa forma podemos dizer que os cadastros feitos deixam de ser informatização periférica.
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\A informatização de uma entidade sindical não é muito simples já que ela não tem a estrutura verticalizada como a de uma empresa, o que cria dificuldades de operacionalização.
\O processo de informatização da APEOESP iniciou-se em 1987, com uma finalidade muito específica: montar um cadastro de associados (professores) pra tornar possível o acompanhamento das mensalidades pagas à entidade.
\Falar do computador na verdade é falar de uma abstração. Nós não usamos o computador, nós usamos as aplicações e como nós fazemos isso? Usamos as aplicações para automatizar processos repetitivos e com isso conquistar mais tempo para realizar a a atividade fim da entidade, objetivo que nem sempre é atingido. Ao usar um editor de texto, por exemplo, aquela digitação é sem dúvida mais eficaz que a de uma máquina de escrever, mas essa digitação não é o suficiente para se dizer: estou informatizado.
\A informatização começa de maneira muito simples, você busca a solução para um problema e aos poucos vão surgindo outras ideias, outras necessidades e as descobertas vão aparecendo. E a utilização adequada das aplicações se dá quando os cadastros são capazes de se comunicar entre si e oferecer resultados no cruzamento de informação, dessa forma podemos dizer que os cadastros feitos deixam de ser informatização periférica.
Beatriz Rizek\
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\Importância de diferenciar educação a distância de e-learning.
\A criança que faz a sua lição de casa já está ambientada na educação a distância, assim como o adulto que ao comprar um eletroeletrônico tem que ler o manual do mesmo para instalá-lo. Já o e-learning é a aprendizagem eletrônica, ou seja, quando há algum mecanismo eletrônico que faz a intermediação, que pode ser um vídeo, a televisão, o rádio.
\Alfabetização digital: uma pessoa que lê, identifica as letras, faz a leitura e ponto final. Letramento digital: uma pessoa que identifica as letras, faz a leitura, faz a interpretação e é capaz de transmitir aquelas informações pra terceiros. As funções do letramento são: produção, pesquisa de conteúdo, publicação, comunicação.
\A questão da publicação de arquivos na Internet é um ponto sobre o qual que se deve estar atento. Se é algo que diz respeito apenas aos meus pares, isso deve ser feito com acesso restrito, ou caso contrário todos podem acessar, sejam eles amigos, inimigos ou concorrentes, que podem ser de qualquer parte do mundo.
\Na questão da publicação de materiais uma característica apreciada e necessária é o poder de síntese. Quando estamos oferecendo um curso através da ferramenta e-learning, a princípio não sabemos quais são as condições tecnológicas do aluno que está lá na outra ponta. Não sabemos se ele tem acesso à impressora, se o acesso é feito com banda larga o que possibilita com que ele faça o download de arquivos de vídeo e imagem, etc. O material utilizado deve ser algo simples e rápido, por exemplo, como a TV minuto do metrô de São Paulo. E se o aluno tiver os aparatos tecnológicos, ele vai por iniciativa própria buscar outros materiais, textos complementares mais longos, baixar vídeos, fazer impressão dos textos, etc.
\O perfil do aluno também é outro ponto a ser considerado para o sucesso dos cursos a distância. Outro aspecto importante é: um curso a distância não é totalmente flexível na questão dos horários já que ele tem dia pra começar e dia pra terminar. Ele exige disciplina, dedicação e horários definidos pra o estudo.
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\Importância de diferenciar educação a distância de e-learning.
\A criança que faz a sua lição de casa já está ambientada na educação a distância, assim como o adulto que ao comprar um eletroeletrônico tem que ler o manual do mesmo para instalá-lo. Já o e-learning é a aprendizagem eletrônica, ou seja, quando há algum mecanismo eletrônico que faz a intermediação, que pode ser um vídeo, a televisão, o rádio.
\Alfabetização digital: uma pessoa que lê, identifica as letras, faz a leitura e ponto final. Letramento digital: uma pessoa que identifica as letras, faz a leitura, faz a interpretação e é capaz de transmitir aquelas informações pra terceiros. As funções do letramento são: produção, pesquisa de conteúdo, publicação, comunicação.
\A questão da publicação de arquivos na Internet é um ponto sobre o qual que se deve estar atento. Se é algo que diz respeito apenas aos meus pares, isso deve ser feito com acesso restrito, ou caso contrário todos podem acessar, sejam eles amigos, inimigos ou concorrentes, que podem ser de qualquer parte do mundo.
\Na questão da publicação de materiais uma característica apreciada e necessária é o poder de síntese. Quando estamos oferecendo um curso através da ferramenta e-learning, a princípio não sabemos quais são as condições tecnológicas do aluno que está lá na outra ponta. Não sabemos se ele tem acesso à impressora, se o acesso é feito com banda larga o que possibilita com que ele faça o download de arquivos de vídeo e imagem, etc. O material utilizado deve ser algo simples e rápido, por exemplo, como a TV minuto do metrô de São Paulo. E se o aluno tiver os aparatos tecnológicos, ele vai por iniciativa própria buscar outros materiais, textos complementares mais longos, baixar vídeos, fazer impressão dos textos, etc.
\O perfil do aluno também é outro ponto a ser considerado para o sucesso dos cursos a distância. Outro aspecto importante é: um curso a distância não é totalmente flexível na questão dos horários já que ele tem dia pra começar e dia pra terminar. Ele exige disciplina, dedicação e horários definidos pra o estudo.